quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mídias d'outrora

Por incrível que pareça, ainda há quem publique software em fita cassete. A empresa inglesa Retro Software lança jogos para micros da Acorn:
Obviamente, não há muito dinheiro nesse nicho. Nem fama. Nem mulheres.

Havia um padrão chamado Kansas City Standard para gravar dados em fitas cassete. Os micros da Acorn usavam (ou melhor, usam) uma versão melhorada que gravava a 1200 baud, quando o padrão original usava 300 baud. Isso significa que era possível gravar cerca de 120 bytes (960 bits) por segundo de fita contra 30 bytes do padrão original. Um jogo de 32KB levava cerca de 4,5 minutos para carregar, mas a maior parte era menor que isso. Outra vantagem do padrão da Acorn é que ele permite voltar um pouco a fita se um erro de leitura ocorrer; no padrão original, seria preciso voltar ao início.

Havia fitas de 15 minutos (7 por lado) que eram feitas especialmente para guardar um programa por lado. Era possível colocar vários arquivos num lado, mas não era prático. O sistema operacional suportava o Cassette Filing System, além do Disk Filing System (que necessitava de um ROM adicional de 16KB).

As fitas funcionam muito bem no curto prazo, mas nenhuma das fitas antigas (mais de 20 anos) que testei recentemente funcionou. Alguns dos disquetes de 5.25" ainda funcionam, principalmente os que ficaram guardados em capas individuais (capas robustas de plástico, não as capinhas de papelão que são mais comuns).

Era uma mídia baratíssima e muita gente já tinha gravadores em casa. As pessoas não compravam drives de disquetes, porque o investimento inicial em um computador já era alto. Invariavelmente, acabavam comprando um drive, porque as fitas eram só para monges budistas.

Hoje em dia é difícil encontrar um tocador de fitas. E todo mundo tem um micro com drive de disquete que não usa, porque os disquetes têm pouca capacidade e não são confiáveis.

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