sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Programador tem que ser preguiçoso

Um bom programador tem que ser preguiçoso. A idéia não é minha, é do Larry Wall.

Eu concluo que a maior parte dos programadores de Java são péssimos. Eles adoram empilhar frameworks sobre frameworks e configurar tudo com milhares de linhas de XML.

Até os anúncios para Java são umas monstruosidades: é imprescindível conhecimento de JDK1.6, JPA, EJB3, RMI, Spring, Struts2, Eclipse, JUnit, Hibernate, OC4J, Groovy, Swing, Comet, XML, XSLT, XSD; desejável conhecimento de RUP, UML, CMM, ITIL; bônus para quem souber inglês.

E o que é pior: tem muitos que conhecem tudo isso e não hesitam em usar tudo em todos os projetos. Tem sistemas com mais frameworks que telas. E mais XML que Java.

Nunca teria surgido no mundo Java o que surgiu no Reino do Camelo: Perl Golf. O objetivo desse novo esporte é o de resolver um problema com o menor número de caracteres. A disputa começa com uma solução qualquer e a cada iteração uma solução menor tem que ser apresentada. A última e menor solução é a ganhadora.

Eu decidi praticar um pouco de Java Golf num projeto que herdei. Era uma monstruosidade com 700KB de Java e XML. Outros 700KB estavam na camada de apresentação. Era escrito com ADF (Oracle Application Development Foundation).

O resultado final foi 95KB de Java e XML, 228KB de apresentação e 20KB de PL/SQL. Não recorri a truques ou a frameworks mágicos. Só escrevi o que precisava ser escrito. Nem mais, nem menos.

Troquei tudo por Struts2 e Tiles, mesmo correndo o risco de ser acusado de falsa preguiça. Mas como eu vou ter que continuar mantendo o sistema, acho que garanti um futuro mais tranqüilo.

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