sábado, 22 de maio de 2010

Império dos 8 bits II

A Europa parece ter sido o centro do Império de 8 bits porque a maior parte de seus países fabricou máquinas desse tipo. Um fato interessante é que todos os países socialistas tiveram suas próprias máquinas, exceto a Albânia.


No ocidente, há algumas faltas surpreendentes, como a Suíça e a Noruega. Ambos são países ricos e tecnologicamente avançados. Mesmo assim, não parecem ter se interessado pelos micros.

Portugal, Grécia e Irlanda estão hoje no centro dos problemas financeiros da Europa e na década de 1980 eram os mais pobres do ocidente. Não é estranho que não tenham tido seus próprios computadores.

O Reino Unido era o centro mais ativo. No auge, teve 600 fabricantes. Pode-se contar nos dedos os modelos dos outros países. A França foi a única a fazer frente aos ingleses, talvez por rivalidade. Enquanto os ingleses atacavam em todas as frentes (e ganhavam muito dinheiro com jogos), os sisudos franceses pareciam estar mais interessados no mercado corporativo.

Os países do leste fabricaram muitos clones do Apple II e do ZX Spectrum, embora alguns modelos tenham sido realmente interessantes. Os Pravetz foram muito usados em colégios da Bulgária e neles foi desenvolvido o vírus Dark Avenger, que atacava os Apple II. O Jet da Romênia (fabricados pela Electromagnetica) usava a carcaça de um telefone e as teclas eram identificadas com papéis escritos à mão. Os alemães orientais levaram muito a sério a concorrência com o ocidente e chegaram a produzir memórias de 1 megabit.

Os russos usavam os micros principalmente nos centros de pesquisa, mas em 1983 publicaram o projeto do Micro-80 na revista Radio. Foi o primeiro computador DIY e baseava-se no processador 8080 da Intel. Seguiram-no vários projetos publicados em revistas soviéticas.

Um pouco mais atrasados, os países do leste continuaram a produzir micros de 8 bits até o início dos anos 1990. Foi a queda do muro de Berlim que decretou o fim dessa tecnologia na Europa.

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