quarta-feira, 20 de maio de 2015

30 anos do MSX Hotbit

Em novembro de 1985, foi lançado o Hotbit. Em dezembro, a Mesbla o vendia por Cr$3.900.000,00. Quase quatro milhões de cruzeiros. Como o dólar estava quotado a Cr$10 mil, seriam apenas US$400,00. Atualizados para 2015, seriam US$877,77.

Em 1985 foi lançado o Amiga 1000. Era uma máquina de 16 bits muito superior, mas o preço também era muito superior: US$1.295,00. De qualquer forma, os micros de 8 bits já estavam de saída quando o MSX foi lançado no Brasil.

Mesmo assim, eram máquinas com bastante potencial e a baixa penetração da informática no Brasil naquela época impediu que fossem usados como deveriam. O Reino Unido, nessa mesma década, colocou micros de 8 bits em todas as escolas primárias e secundárias.

Havia periféricos que permitiriam o Hotbit operar como uma máquina de negócios, leitor de disquetes sendo a expansão mais óbvia. Também havia expansão de memória, cartão para exibição de 80 colunas, e modem. Um Hotbit poderia, segundo a especificação, suportar até 512KB de RAM. Ou seja, era um computador realmente útil.

É uma pena que discutiu-se tanto a defasagem tecnológica gerada pela reserva de mercado, enquanto pouco se discutiu como usar a tecnologia disponível da forma mais produtiva possível. Ou de como baratear a tecnologia para que mais pessoas pudessem usá-la.

2 comentários:

Anônimo disse...

O foco das discussões são os mesmos até hoje: só se discute o que falta, nunca o que se consegue fazer com o que há disponível.

Ed.Londero disse...

Exato, esse enfoque, o de se aproveitar o que existe, foi sepultado pelo vazio do final da ditadura.
Afinal, nada do que o Regime Militar tinha produzido tinha validade, era tudo questionável, e jogamos fora muitas crianças com a água do banho.
Mas bem maior do que isso foi a falta de pessoas com iniciativa e visão para fazer o que hoje percebemos como óbvio, que teria sido tirar o máximo proveito da coisa.
Para mim foi uma experiência dispendiosa e penosa, porque usar e aprender a usar o MSX virtualmente sozinho, sem um círculo de usuários foi um tremendo desperdício.
A Dulce escreveu sua tese de mestrado no MSX, imprimimos em uma impressora de 36 agulhas, e poucos meses depois trocamos de computador e extraviamos os arquivos originais.
Outro amigo trouxe do Japão sua tese escrita em outro formato, em disquetes muito superiores aos que tínhamos, escrita em uma espécie de máquina de escrever computadorizada, ou computador dedicado à escrita, e perdeu tudo também.