sexta-feira, 5 de julho de 2013

Treze meses

O número treze não é muito querido e talvez por isso nunca se dê muita atenção ao fato de que o nosso ano estaria melhor dividido em treze meses que pelos atuais doze. Ou talvez, como eu, as pessoas simplesmente não pensem muito sobre isso.

Supreendeu-me que treze divida 365 tão melhor que doze. O resto é apenas um para o treze, enquanto é cinco para o doze. Além disso, um ano de treze meses produziria meses de exatamente quatro semanas de sete dias (28 dias, portanto).

Esse dia extra poderia viver fora dos treze meses como um dia especial (no primeiro dia do ano, por exemplo), de forma que os dias das semanas caíssem sempre nos mesmos dias de cada mês. Então, o primeiro dia de Janeiro seria sempre uma segunda-feira. E o última dia do ano seria sempre um domingo. Os anos bissextos teriam um segundo dia especial.

Eu nunca tenho ilusões de ser original, dada a quantidade de gente no planeta, então fui pesquisar se isso já havia sido proposto. Descobri que Augusto Compte propôs um "Calendário Positivista" em 1849. Ele também queria renomear totalmente os meses, mas acho que seria mais fácil que o calendário fosse aceito sem uma alteração tão radical.

Resta, então, achar um novo nome para o décimo-terceiro mês. Penso que Minerva seria um bom nome. Em primeiro lugar, para termos ao menos um nome feminino de mês. Em segundo lugar, para manter a tradição de ter nomes romanos. Em terceiro lugar, a expressão "voto de minerva" refere-se justamente a uma votação envolvendo doze jurados e que foi desempatada pela deusa grega Atena (que corresponde à deusa romana Minerva).

Essa alteração seria, ademais, ecológica! Não haveria necessidade de imprimir calendários novos a cada ano. Com a prática, as pessoas sequer precisariam de um calendário para saber que o dia 16 é uma terça-feira, por exemplo. Talvez as oficinas mecânicas sofram um pouco para achar uma desculpa para colocar mulheres exiguamente vestidas nas paredes.

2 comentários:

Filipe disse...

Fico imaginando como seria a adaptação para esse novo calendário. O décimo terceiro salário passaria a ser décimo quarto salário? O valor das assinaturas básicas de TV, telefone e Internet seriam reduzidas na mesma proporção da redução do número de dias do mês? E os salários? Os semestres e trimestres perderiam a importância que tem hoje? :)

forinti disse...

Como o número de dias no ano não iria mudar, teríamos os mesmos 13 salários. As contas seriam proporcionalmente menores. Cada semestre teria 6 meses e duas semanas e cada trimestre três meses e uma semana (perfeito para os prazos burocráticos não invadirem os trimestres subsequentes). Só vejo vantagens!