sábado, 5 de fevereiro de 2011

Se o Brasil...

Se o Brasil tivesse a densidade populacional da Itália, teria 1.707.415.311 habitantes (um terço a mais que a China). Mas se tivesse a densidade populacional da Mongólia, teria apenas 14.898.850 (um pouco mais que a cidade de São Paulo).

Se o Brasil tivesse a renda per capita de Portugal (US$22.027), seria a quarta maior economia do mundo com cerca de US$4,2 trilhões (atrás dos EUA, da China e do Japão, mas à frente da Índia).

Se o Brasil, em relação a sua população, tivesse tantos servidores públicos quantos tem o Reino Unido, teria 18 milhões. Os britânicos têm 6 milhões de trabalhadores no setor público (para uma população de 62 milhões), enquanto o Brasil tem 8 milhões (nas três esferas) para 190 milhões de habitantes.

Se o Brasil, em relação a sua população, tivesse tantos estados quantos têm os alemães, teríamos 37 (eles têm 16, nós temos 27). Se tivéssemos tantos municípios quantos distritos os alemães têm, teríamos 1.150 (eles têm 493 distritos e nós temos 5.564 municípios). Em média, os municípios do Brasil têm 34 mil habitantes, enquanto cada distrito alemão tem 186 mil. O excesso de burocracia no Brasil está concentrado na esfera municipal.

Se o salário mínimo do Brasil, em relação ao seu PIB per capita, fosse igual ao dos Estêites, ele valeria cerca de R$334. Lá, o salário mínimo federal é de US$7,25 por hora, enquanto aqui pagam-se cerca de R$3 por hora.

Se as regiões brasileiras tivessem que manter a relação entre seus salários mínimos e seus PIBs per capita conforme o salário mínimo federal (R$545 sobre R$14.700), no nordeste (a região mais pobre) ele seria de R$250, enquanto no sudeste (a região mais rica) ele seria de R$714.

2 comentários:

Ed.Londero disse...

Talvez a divisão de municípios do Brasil e Alemanha tivesse de ser feita levando em conta as distâncias e o deslocamento.
No Amazonas um auditoria do TCE pode durar 2 semanas viajando de barco.
Imagina o vidão do sujeito que é auditor se ele gosta de pescaria e conversar com o povo cheiroso, passar duas semanas vendo rio, água e peixe e jogando conversa fora no barco.
Ideal para um escritor.
Município com vilas muito distantes dificulta a administração, demora a chegada de material e providências, eles talvez procurem se dividir.

forinti disse...

Talvez a infraestrutura burocrática de regiões tão isoladas e despovoadas tivesse que ser diferente. Talvez elas precisem mais de xerife que de auditor.