Comprei um relógio Casio em 2025. Escolhi o modelo W217HM-7BV
Minha inspiração inicial foi um artigo sobre o Casio F91W, o modelo mais barato da Casio. Alguém abriu um F91W, encheu com óleo de silicone, e o baixou até quase 5 mil metros de profundidade.
Uma breve pesquisa me revelou que há um universo de pessoas que se divertem fazendo modificações nesses relógios baratos. Existem até mecanismos alternativos, com mais funções. Não há nada que me provoque mais do que um produto que pode ser alterado e usado para além do projeto original.
Eu tenho, entretanto, outros motivos para comprar um relógio. Há décadas eu não usava nada no pulso.
Há 20 anos, havia relógios nas paredes de quase todos os lugares públicos. Acho que as pessoas cansaram de trocar as pilhas e já são raras as demonstrações públicas de pontualidade.
Ademais, eu percebi que há momentos em que preciso saber as horas, mas não quero carregar o celular. As pulseiras fitness que estão na moda são legais, mas precisam ser carregadas a cada poucas semanas e as pulseiras estragam com frequência. Os smartwatches precisam ser carregados diariamente e são caros.
Eu comprei o W217HM-7BV por menos de R$200 e a bateria dura pelo menos 7 anos.
Eu teria, na minha infância, usado o cronômetro para mensurar incontáveis corridas. Agora, perdi o apetite pelas as competições e uso o cronômetro para fazer os ovos cozidos do café da manhã.
Evidentemente, há um forte apelo nostálgico. O pequeno eu teria ficado muito feliz com esse relógio e eu me alegro por ele.