As bancas de revistas do centro agora vendem apenas lanches e bebibas. Então, quando encontrei uma banca a vender revistas, resolvi averiguar o que estava sendo ofertado.
Duas capas da Carta Capital saltaram aos olhos, mas o preço me pareceu alto: R$31,90. E as revistas são bem fininhas.
Resolvi comparar com a edição de fevereiro de 1986 da Acorn User, a revista que me conectava ao mundo naquela época pré-internet.
A edição daquele mês de 40 anos atrás custou £1.20, que a calculadora de inflação do Banco da Inglaterra diz que equivalem a £3.62 hoje. Convertendo para a moeda tupiniquim, deve dar algo como R$26, mas não sei qual era o valor da postagem naquela época. Posso dizer que os valores são parecidos.
Entretanto, a Acorn User tinha 204 páginas, sendo 120,5 páginas de propagandas, inclusive alguns classificados gratuítos para os leitores.
A Carta Capital tem 60 páginas, sendo 4 de propagandas (uma delas é da própria publicação, há um anúncio de duas páginas é do governo federal; e o último anúncio é de uma ação social).
O número de páginas úteis, portanto, não era muito diferente. A quantidade de anúncios era grande naquela época, porque não existia Internet. Eles eram importantes para todas as partes, inclusive os leitores.
Por volta do ano 2000 já era difícil encontrar uma publicação técnica nacional. Agora, até mesmo os jornais estão definhando. As plataformas digitais consomem todos os orçamentos publicitários e o classificados foram superados pelos mercados on-line.
Eu consigo facilmente todas as informações que desejo, mas ainda sinto que perdi algo.

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