Tem certos hábitos do dia-a-dia que nos prejudicam e sequer percebemos. No Brasil, um deles é ter o almoço como principal refeição. E isso é um grande problema quando ocorre em conjunto com uma carga horária de trabalho excessiva.
Por trabalharmos 44 horas por dia, temos que chegar cedo e sair tarde. Os gringos entram às 9h e saem às 17h. Eles mal almoçam; fazem apenas um lanche rápido. A principal refeição deles é o café-da-manhã. Já que estamos nisso, é bom ressaltar que as 40h deles incluem o almoço; pela mesma métrica, os brasileiros têm jornada de 49h, não 44h.
Pois, eu não posso falar pelos outros, mas o meu momento de menor concentração é a manhã. Eu até tenho bastante energia, mas tenho pouca atenção. Vejo que muita gente sequer tem energia pelas manhãs.
E o que acontece quando estamos entrando num período de maior ativação dos neurônios? Comemos uma farta refeição e mandamos todo o sangue para o ventre. Não é das atitudes mais inteligentes.
Eu proponho adaptar o estilo dos gringos. Reduz-se a carga horária para 40h e flexibiliza-se o horário de almoço. Meia-hora para quem quiser comer pouco e sair cedo e 1h30 para quem quiser continuar comendo muito (e que tirem uma sesta!). Os primeiros sairão às 17h30 e os comilões sairão às 18h30, supondo que a jornada tenha começado às 9h.
Entrando mais tarde, é possível ter um café da manhã mais nutritivo e concidir a digestão com o período de menor atenção. Otimizam-se as tardes!
Essa conversa de que diminuir a carga horária vai diminuir a competitividade do Brasil é conversa para boi gordo dormir. Muito mais inteligente seria admitir que pessoas não são máquinas e que é preciso organizar o dia conforme seus ciclos.
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Há uma semana

Li em algum lugar um elogio de um inglês ao regime brasileiro de comer pouco pela manhã e mais ao meio dia.
ResponderExcluirCreio que o sol tropical ditou isso.
Ao meio dia o único lugar para se estar, diz o gaúcho, é debaixo de um cinamomo, mateando e comendo com calma.
Encilhar cavalo, trabalhar debaixo do sol do meio dia é pedir para ficar doente ou matar a montaria, pelo que dizem.
O europeu tem uma tradição de negar trabalho aos patrões para valorizarem-se e melhorar de vida.
Vivem bem e em função disso as suas práticas laborais e técnicas de gerenciamento são otimizadas para aproveitar bem o empregado.
30 horas tava de bom tamanho para atividades pós-industrial.
Programadores e analistas poderiam muito bem se equipararem a bancários e gastarem mais tempo se divertindo, cuidando da vida e estudando.
A produtividade seria praticamente a mesma.